domingo, 27 de Dezembro de 2009

CIVILIZAÇÃO OU HUMANIDADE

 CARTA A UM MENINO QUE NÃO CHEGOU A NASCER (ORIANA FALLACI)
Este Livro publicado em meados dos anos setenta, representa o eterno problema entre a vida e a morte, daqueles que se apoderam do livre arbítrio de decidir quem vive ou quem morre, como um criador de gado, decidindo as reses que estão prontas para seguirem para o matadouro, e aquelas que conseguem uma moratória de viverem mais uns meses.

Decididamente  os deuses com direito de vida ou de morte não existem, se os deuses não existem, muito menos um ser humano pode tomar nas suas mãos a decisão e a escolha de decidir quem vive ou quem morre. Hoje a arbitrariedade reinante nos tribunais portugueses na decisão de entrga de crianças abandonadas ou em disputa entre pais sobre a tutela de um ser humano indefeso, sem poder e sem consciência de decisão, parece-me mais um crime do que uma lei num estado de direito. Segura e paulatinamente a civilização moderna aproxima-se do pólo oposto, das primeiras pré-civilizações, em que no ano em que nascessem muitas crianças do sexo feminino e poucas do sexo masculino, era costume matar à nascença as crianças do sexo feminino. Parece-me que na biologia a ciência está a ocupar e a tomar decisões levianas e humanamente pouco éticas, ao entregar a decisão  das suas descobertas ao poder político. Do mesmo modo que os fisicos venderam as suas descobertas de armas de destruição massiva a governos tiranos que não tiveram pejo em as usar na morte de milhões de civis inocentes.Pior pode ainda acontecer se os cientistas se puserem ao serviço de empresas privadas, cujo lucro é o principal objectivo sem respeito pela vida humana. A igeja vive de dogmas retrógrados que tanto atrasaram o desenvolvimento do homem. Porém, a ciência sem regras e sem normas pode-se tornar uma arma perigosa para a sociedade, levando esta a uma mecanização  sem alma e sem sentimentos. Com o planeta em plena e acelerada mudança ambiental e climática, resta-nos a fé e a crença que os cientistas consigam remendar um mundo cheio de buracos. Mas terão de ser os próprios cientistas a ter as rédeas de comandarem as suas descobertas e nunca  políticos ambiciosos e corruptos. A venalidade humana vai nos conduzindo de descoberta em descoberta até à destruição final. Já temos o aborto, prepara-se o caminho para a eutanásia, o que poderá vir a seguir a preparação de que só tem direito á vida, aquele sujeito que tiver padrões de perfeição exigidos pelos mandantes de uma sociedade de loucos e assassinos. A diferença é escassa entre a civilização do século XXI e o holocausto de meados do século XX. O homem nunca aprende, ou se aprende é a maneira de construir a sua própria destruição.

O DESUMANO MUNDO NOVO


Quando em 1932, o escritor Aldus Huxley escreveu o livro « O Admirável Mundo Novo», desconhecia que a sua prosa não era no campo da ficção, mas já um realidade muito concreta, embora  ainda em evolução. A destruição da família, a procriação natural, os laços familiares tinham os dias contados. Temos muitos casos juridicos em que a lei da sociedade se sobrepõe aos laços familiares, os filhos deixam de ser o elo genético de gerações, para se tornarem em autómatos ao serviço do estado e de uma sociedade de massas. O caso mais flagrante de o livro «O amirável Mundo novo», é que quando foi escrito já existiam reservas humanas de verdadeiros americanos em zoológicos, criados pelos invasores vindos do continente europeu. Como na antiguidade, os vencidos que não morriam no campo de batalha, eram troféus de espólio dos vencedores, transformados em escravos. Hoje seguimos a mesma orientação, os desajustados socialmente serão os novos escravos das classes dominantes. A frase desajustados, começou no fim da guerra do Vietname, os soldados que combateram nessa guerra, e depois foram abandonados pelo poder americano, quando regressaram à pátria, sem futuro, com problemas psiquiátricos traumáticos de guerra, a comunicação social afecta ao poder iniciou uma poderosa campanha contra estes homens, desinformando a população americana e mundial, tentando fazer deles criminosos. Felizmente a arte cinematográfica desmistificou este crime com filmes e documentários impossiveis de esconder a verdade.
Criminosamente, os políticos os senhores da guerra, aproveitam-se das forças armadas, quando precisam de dominar outros povos, para expansão territorial ou roubar as riquezas naturais desses povos. Depois dos objectivos alcançados, normalmente as forças armadas são reduzidas à mais baixa escala social, um estorvo, e muitas vezes  políticos sem escrúpulos, servem-se delas como arma de arremesso, para dividir a sociedade. Para acabar como comecei este artigo, a individualidade e liberdade genética está em perigo. O século XX, foi o século da física, o século XXI será o século da biologia, onde o ser humano pode perder a alma,  e ser fabricado em série, com número de matrícula em vez de nome. Os indicios são muito claros, aqueles que defendem a adopção de crianças por homossexuais, um dia chegará a aberração de se encomendar um filho como se encomenda um refeição com entrega ao domicílio.

TEMPOS DE ÓDIO


Dia 29 de Agosto de 1975, desembarco no aeroporto de Luanda, pelas 16 horas. A minha missão era como adjunto ao comando encarregado de trazer o navio hospital «Gil Eanes», navio hospital da frota bacalhoeira portuguesa quando esta pescava nos mares da Terra Nova e Noruega. A estratégia era retirar as últimas tropas portuguesas no dia da independência, no caso de os três movimentos guerrilheiros se envolverem em luta dentro da cidade de Luanda no dia da passagem da antiga colónia portuguesa para uma nação livre e independente. Mal saimos do avião, o cheiro era insuportável resultante de milhares de caixotes abertos e com o conteúdo espalhado e apodrecido em toda a extensão do aeroporto. A solução de tapar o nariz com os dedos não resultava, o mau cheiro impregava-se no nosso corpo peganhoso e fedorento sem que se pudesse fazer outra coisa a não ser aguentar e ter confiança que o estomago suportasse a prova a que estava a ser sujeito. Olho para o chão, vejo uma boneca já pisada por muitos pés, não posso deixar de pensar onde se encontraria naquele momento a criança que brincou com aquela boneca. Teria conseguido fugir ao horror da guerra, ou seria apenas mais uma vitima inocente sepultada numa vala comum, uma coisa sem nome, que teve o azar de se por no caminho de uma bala disparada muito possivelmente por uma criança como ela. Luanda estava dominada pelo movimento de libertação (MPLA), mas estava sob fogo intenso de outro movimento guerrilheiro (FNLA). Entre armas apontadas por crianças que rondariam os 12 anos de idade e alguns slogans revolucionários,chegamos às instalações ainda em posse da marinha portuguesa.  A linda baía de Luanda estava intransitável por automoveis abandonados, que só andaram até a gasolina não se acabar. O lixo do qual faziam parte cães e gatos mortos era ainda pior que no aeroporto. Os modernos prédios construidos pelos colonialistas, apresentavam crateras provocadas pelos disparos de armas pesadas e milhares de buracos causados pelos tiros de metralhadoras. As ruas estavam desertas, uma das cidades mais modernas, mais cosmopolita de África tinha sido destruida, estava literalmente arrasada. Aquilo que as forças armadas portuguesas sempre asseguraram com coragem, sangue e suor durante 15 anos, tinha sido destruido em semanas pelos libertadores do povo angolano. A fome já campeava na população civil. Filas de angolanos esfomeados formavam-se nas portas do Comando Naval Português. Sair da proteção das paredes do comando era um suicídio, muitas vezes não se disparava contra ninguém, eram crianças que se divertiam com armas verdadeiras que lhes tinham sido entregues para defenderem a cidade do ataque iminente do outro movimento, se por acaso alguém fosse baleado era uma festa, preto ou branco, a desculpa era sempre a mesma:  era colonialista, ou colaborador dos colonialistas ou então simpatizante de outro movimento. Foram quase três meses em que assisti a cenas de barbárie gratuíta, muita gente foi morta apenas porque buscava no lixo algo para comer. Durante este tempo, apenas sofremos duas baixas militares, dois fuzileiros morreram quando defendiam o porto de mar ainda sob o controlo português, morreram para evitar a pilhagem de navios que descarregavam mantimentos supostamente para a população,  no entanto, esta era desviada para os guerrilheiros do (MPLA). Mais uma vez o poder das armas foi mais forte, que o poder das palavras. Muitas vezes penso nesses meninos que aos 12 anos, apenas conheciam o ódio e o racismo para defenderem uma tirania que os ludibriou. Esses meninos, hoje homens se por acaso conseguiram sobreviver à loucura reinante, não são accionistas nem fazem parte das empresas em que a filha do presidente angolano investe milhões de euros. Portugueses e Angolanos, dois povos enganados por um número escasso de corruptos.     

quinta-feira, 24 de Dezembro de 2009

MILITARES ABAIXO DE CÃO

Sob o título “Governo suspende cortes nas reformas dos militares” foi hoje noticiada na primeira página de um jornal nacional a suspensão do Artigo 15.º do Decreto-Lei n.º 296/2009, de 14 de Outubro, que estabelece o novo sistema retributivo a aplicar às Forças Armadas a partir de 1 de Janeiro de 2010. Esta matéria consta do documento entregue a semana passada ao Ministro da Defesa Nacional aquando da audiência que nos foi concedida. É um dos oito pontos críticos que apresentámos sobre o Decreto-Lei supra citado, que pretendemos que sejam merecedores de igual atenção.


Daqui resulta claramente que quando a Lei é cumprida e todos os parceiros sem excepção são ouvidos, quando existe convergência de esforços das várias partes envolvidas no processo - tutela, chefias militares e associações representativas - os resultados obtidos serão certamente mais consentâneos com as várias vontades expressas sobressaindo um ganho maior não para nenhuma das partes envolvidas em particular, mas para todas elas em geral e, muito principalmente, para o País.

O clima de intranquilidade e mal-estar gerado por legislação produzida numa linguagem ambígua e obtusa em nada contribui para coesão e disciplina das Forças Armadas, factores absolutamente essenciais para um bom desempenho daqueles que juraram servir o País nesta Instituição.

Esta vitória é apenas um pequeno, mas importante passo, nos muitos que a caminhada para um sistema mais justo a todos vai obrigar.

Nesse caminho que estamos obrigados a percorrer encontram-se obstáculos tão diversos como aqueles que se prendem com a profissão militar propriamente dita, tais como a reestruturação das Carreiras Militares ou a Formação, mas também aqueles de carácter assistencial e social, tão importantes para o bem estar moral e físico dos militares e respectivas famílias.

Quando sabemos estarem em fase de trabalho a redução dos efectivos militares e a alteração dos Quadros Orgânicos, quando sabemos estar em fase de aplicação normas do Regime Geral da Segurança Social aos militares pondo em causa a própria Condição Militar, quando sabemos estar em fase de discussão e preparação o próximo Orçamento de Estado, quando sabemos que há ainda por discutir outras alterações ao Sistema Retributivo, reafirmamos a nossa disponibilidade, vontade e determinação de fazer parte do processo construtivo de umas Forças Armadas condizentes com as necessidades actuais.

O resultado hoje noticiado reforça a convicção de algo que tantas vezes temos afirmado: quem luta pode não ganhar mas quem não luta já perdeu!

Nota.: Desde 1976 que as Forças  Armadas Portuguesas têm sido um alvo cultivado de ódio pelos vários governos até aqui eleitos. Dividir para reinar tem sido o lema. Enquanto se oferecem galões de generais e almirantes, consoante a sua cor política, os homens e mulheres que fazem parte das forças armadas têm sido alvo dos mais cobardes ataques aos seus direitos, à sua dignidade enquanto baluartes de defensores da Pátria. A paródia de tropas no Afeganistão, e noutras partes do mundo, são apenas uma pequena parte, que os respectivos governos se reservam para pura propaganda. Como militar tenho o dever de denunciar  as mentiras em que os governos envolvem o povo português. As Forças Armadas Portuguesas têm sido desprezadas e rebaixadas à mais infima condição de pertencerem à nacionalidade portuguesa.

ALGUÉM NOS PROTEJA DE CÉU PORTUGUÊS

Neste dia de consoada, vésperas de natal, quero agradecer em nome do todos os homícidas deste país, ao pai natal, ao menino jesus e a todos os santinhos, pelo governo que temos, pela justiça que temos, pelos legisladores e pelos santos homens que fazem parte da assembleia da república.

Abençoados eles sejam para todo o sempre. Estou a pensar em fazer um referendo para enviar à santa sé para que todos sejam santificados ou pelo menos beatificados. Contra factos não há argumentos; estes homens são um exemplo de santidade e tolerância, vejamos o seguinte caso: um homicida que conduz um carro de alta cilindrada, esmaga um homem que pacatamente vem do seu emprego, a justiça impede que as forças de segurança incomodem o assassino. A lei é justa, que culpa teve o homicida de o desgraçado andar na rua. Acho que a viúva e os filhos deviam ser condenados  a pagar os estragos do automovel que lhes matou o marido e o pai. Alguma vez se viu um assassino não poder passar um natal sossegado, por causa do esmagamento de um ser humano. Que interessa a família do assassinado. Então o homem devia saber, que não devia andar em locais reservados para os privilegiados. Todos deviamos ter conhecimento que a vida no manicómio é diferente do que em sociedades normais. Se até o menino Jesus nasceu naturalmente, e, ainda bem para ele, pois se fosse hoje possivelmente era filho de dois homossexuais. E lá estavamos nós que gostamos de mulheres a ser queimados na fogueira.

O NATAL NO INFERNO


Vós sois 300 milhões de esfomeados. Vós não sabeis se amanhã estais vivos, se a fome vos consegue mais um dia de  miséria para vos prolongar o sofrimento. Vós não sois crianças que o pai natal,  enche de presentes superfulos e carissimos, representando metralhadoras, cujos pais lhes dizem que servem para matar o inimigo. Esse inimigo sois vós. Sois diferentes, por isso mesmo inimigos, acreditais noutra fé, por isso tendes de morrer pela fome, pelos bombardeamentos de cristãos civilizados, que durante séculos vos reduziram à  escravatura e agora vos matam para vos roubarem os recursos naturais e riquezas dos vossos países. É para vós meninos do Sudão, da Etópia, do Iraque, do Afeganistão e de outros países de África. Um homem, pelos menos um, não vos esquece. Não tenho nada para vos dar, nem tereis conhecimento destas palavras, mas aqueles que morrerem às centenas nos colos das vossas mães  famintas, com as suas lágrimas a servirem de vosso manto funerário. Pelo menos tiveram esta pequena mensagem de que jamais terão conhecimento. Mesmo que nunca o saibam, eu nunca perdoarei aos vossos carrascos. É a única mensagem de Natal que escrevo, e acreditem que é das que mais me orgulho de ter escrito. Que o vosso sofrimento seja breve. Aos inocentes a morte liberta.

terça-feira, 22 de Dezembro de 2009

UM PADRE DE CORAGEM NA CANTUÁRIA

Diz o povo e com razão na sua eterna sabedoria «de onde não se espera é que elas saem». quem ouviu as noticias televisivas, teve conhecimento que um padre da igreja anglicana, do Condado de York, na Inglaterra, exortou os desempregados e os expoliados a não pagarem os produtos adquiridos nas grandes superfícies comerciais. Atitude louvável, mas há mais de um ano que eu exorto os portugueses à desobediência civil e à resistência pacifica.
Afinal a igreja não foi só composta de inquisidores do santo ofício, cuja justiça era queimar bruxas, nem de esclavagista que com o pretexto de evangelhização dos povos descobertos tinham em muitos casos o monopólio da escravatura. Mais recentemente numa jogada de antecipação querem limpar a nódoa que foi o papa Pio XII, declarado apoiante do regime Hitleriano. Ainda mais recentemente correram rios de milhões de dólares para comprar o pecado de centenas de padres pedófilos, nos Estados Unidos da América. Todos estes bons cristãos têm lugar reservado à direita do todo poderoso. Na realidade este padre, mais não disse o que outros já dissemos, apenas não temos direito de antena nos canais de comunicações. Mas se as suas palavras tiverem efeito e forem seguidas pelos seus paroquianos, isto poderá ser a gota de água que pode desencandear o que me parece inevitável, a revolta dos esfomeados contra o excesso de riqueza em que se transformou a sociedade.


Noutro contexto, mas com o mesmo significado, não deixa de ser estranho como Angola, ainda há trinta e quatro anos um colónia portuguesa, o seu presidente é um dos homens mais ricos do mundo, sua filha compra empresas no valor de milhões de euros, em Portugal, no Brasil e em outros países, mas o povo morre de fome, continua a emigrar para Portugal e outros países da comunidade europeia. É um dos países considerado do terceiro mundo, onde realmente a exploração e a tirania do estado são um caso inegável, Angola é um dos países mais miseráveis e mais perigoso do mundo . Em 1996 uma fragata da marinha de guerra portuguesa «a fragata Corte Real» esteve em visita a esse país, e contatou-se nessa altura que crianças com menos de  doze anos vendiam armas relativamente modernas «ao preço da chuva» sem controlo e com toda a impunidade. Não é por acaso que o governo Português e Angolano têm boas relações, eles conhecem-se, não se mordem. Os dois povos continuam explorados e miseráveis.

UMA SOCIEDADE EXEMPLAR



É notório como a sociedade portuguesa se está a dividir em facciosismos pueris e desajustados. Apesar de não ser como alguém disse: que nunca tinha dúvidas e raramente se enganava, eu, assim como muitos portugueses temos muitas dúvidas e somos quase sempre enganados. Um povo corrupto merece um poder corrupto, da mesma forma que um poder corrupto só consegue sobreviver num povo corrupto. Quando um individuo dá mais valor às vitórias de um clube de futebol, que ao bem-estar da sua família, quando esse individuo não compra pão para os filhos, mas tem dinheiro para pagar as quotas de sócio de qualquer agremiação desportiva, e ainda frequentar todos os jogos de futebol, leva-nos a crer que a sociedade está em desmonoramento, que os vícios pessoais são mais importantes que a sociedade e principalmente que a família. A igreja mesmo sendo uma máquina assassina, destruídora de vidas e inimiga do progresso, teve pelos menos uma coisa boa, reprimiu até certo ponto a irresponsabilidade do egoismo pessoal. O ponto principal de não sabermos viver em democracia, foi o convencionamento em que nos fizeram acreditar que só tinhamos direitos, os deveres foram varridos, foram apagados do dicionário de língua portuguesa; os resultados estão à vista.
Jovens raparigas a parirem crianças sem saberem quem é o pai, muitas vezes as crianças são assassinadas logo à nascença e não raras vezes com a conivência de familiares.  A criminalidade feroz sem respeito pela vida humana a crescer descontroladamente, sem justiça e sem castigo. Pais incapazes de educarem os filhos, não é coisa rara ver uma criança de quatro ou cinco anos a dar uma grande estalada no pai ou na mãe, quando os caprichos e a vontade da criança não são satisfeitos.  Divórcios, abandono de filhos e de pais, drogas, alcool, a frieza de não prestar socorro a alguém que vejamos em aflição. Foi nesta sociedade libertina, sem moral e sem princípios que nos ensinaram a viver. A futilidade é rainha, somos escravos de coisas abjectas, vivemos sem idealismos humanos, vivemos para o prazer do momento, gritar como doidos, quando o nosso clube mete um golo, alegrarmo-nos com a desgraça do nosso companheiro de lado, para lhe ficarmos com o emprego e se pudermos com outros bens. Quem tem sentimentos e honra, não passa de um estúpido idiota e ignorante. O mundo, este mundo é dos espertos, das máquinas sem sentimentos que têm de sobreviver mesmo que seja à custa das lágrimas de uma mãe, de uma esposa ou de um filho, porque esse seu ente querido, não pensava nem tinha os mesmos ideais daqueles que se aproveitam da fraqueza da democracia. Esses sobrevivem, esses dominam-nos, esses já destruiram o nosso presente e a velocidade de cruzeiro estão a destruir o futuro dos nossos filhos.

O FADO PORTUGUÊS


A clivagem, a agressividade que sente  nos barões que detêm o poder do país, revela falta de sentido político, edutcativo e uma deficiente  formação. As consequências para o país não são nenhumas ou não se farão sentir, pelo simples motivo de mais baixo não se poder descer. Ainda não perdi a esperança de ver a Assembleia da Republica transformada num parque de pugilismo. Os maus exemplos, a linguagem de carroceiro usada, são um mau exemplo para toda a sociedade e, essencialmente para os jovens os homens que amanhã vou governar o país, se ainda houver país para governar. A vaidade pessoal sobrepõe-se aos interesses nacionais, do mesmo modo que interesses pessoais são mais importantes do que o bem comum. Desde que iniciei este meio de comunicação tem sido minha preocupação alertar para os perigos que estes políticos representam para o país. Basta ver o seu comportamento para se chegar à conclusão que não têm capacidade nem vocação para exercerem cargos políticos. Os abusos que praticam na administração pública, as invejas, os insultos que dirigem uns aos outros, a visão ignorante que têm do funcionalismo das instituições, estão a conduzir o país para um beco sem saída. É urgentissima uma mudança de situação, no meu ponto de vista, já é tarde para remediar o mal causado. O ponto de restauro que inevitavelmente terá de ser feito, peca por um comodismo, um desinteresse da própria população. Este ano quase no seu terminus, apelei ao boicote das eleições, poucos foram aqueles que pensaram da mesma forma que eu. Não sou daqueles que pensam que quanto pior, melhor. Existe a Nacionalidade, existe a Pátria, existe a Honra de sermos portugueses ninguém pode dizer que está isento de culpas: uns, os que governam, olhando para o povo com desdém, os governados porque consentem que lhes ponham o jugo em cima. A hora é de luta, a responsabilidade é de todos nós.

segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

OS MENINOS PORTAM-SE MAL


Quando a cimeira de Copenhaga ainde se encontrava em meio, eu escrevi no artigo «Copenhaga o embuste», poucas pessoas leram este artigo. Infelizmente confirmou-se em toda a veracidade o que eu tinha vaticinado. O fracasso em toda em a linha. Líderes políticos usam a política para se tornarem vedetas em concorrência  com figuras do desporto e do escpetáculo. Os problema sérios que ameaçam a humanidade para muitos deles são desconhecidos. Um chefe, um respnsável não pode ter mais tempo para publicidade do que para trabalhar. Espécies animais e vegetais vão continuar a desaparecer, a camada de ozono já não se ouve falar dela. O aquecimentoa global para estes pinóquios só é perigoso lá para 2050, isto é, quando muitas costas maritimas e cidades tiverem sido submergidas pelo aumento da água do mar, provocada pelo degelo dos pólos. Pior que os erros do passado é a incapacidade política dos actuais dirigentes, além da sua fraca cultura e sensibilidade, existe a a sua leviandade e vaidade pessoal. Em Portugal já não bastava a incompetência a garotagem, agora temos os queixinhas, os meninos que amuam porque se lhe não deixa fazer as diabruras, qualquer dia temos de lhe mudar fralda, e dar umas valentes rabadas, quem se porta como crianças tem de ser tratada como crianças. Penso que os meninos da mamã pouco mais tempo terão para brincarem aos governantes, não lhe dou mais de três meses para os vendedores da banha da cobra montarem novamente a feira. Depor os meninos da governo e da assembleia o Sr. Presidente vda República tem esse poder, o mais grave é quem depõe o Presidente da República. Na verdade não se pode concluir que os regimes plíticos e os destinos dos povos estão em boas mão, mas este oposto tem de existir porque caso contrário o contexto não teria razão de vigorar.

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